Ibirapuera: Empresa pode assumir restauração da marquise do parque

A Prefeitura de São Paulo está considerando transferir a responsabilidade pela restauração da marquise do Ibirapuera para a Urbia, a concessionária responsável pela administração do parque nos últimos quase três anos. A estrutura de 27 mil m² está deteriorada e interditada há quase quatro anos devido ao risco que representa aos visitantes – pedaços da laje já desabaram em mais de uma ocasião na última década.

O custo estimado para a obra é de R$ 70 milhões pela administração municipal, que chegou a publicar uma licitação para contratar a reforma. No entanto, o pregão eletrônico foi suspenso pela prefeitura após auditoria do TCM (Tribunal de Contas do Município) apontar a necessidade de aprimoramentos e constatar que o projeto ainda não tinha aprovação do Condephaat, órgão estadual de preservação do patrimônio.

Em uma reunião realizada no tribunal na última terça-feira (15), o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ravena, defendeu que a reforma da marquise seja incluída entre as responsabilidades da concessionária, “para que a obra seja realizada de forma mais rápida, segura e com uma gestão mais centralizada”.

O contrato de concessão assinado em 2019 prevê que a reforma estrutural da marquise seja de responsabilidade do município. De acordo com o documento, a empresa que assumiu a gestão do parque é responsável apenas por obras menores e pela manutenção periódica da estrutura.

Por meio de nota, a secretaria afirmou que irá enviar a documentação solicitada pelo TCM para que as ações relativas à marquise possam continuar. Segundo a pasta, a estrutura tombada “pode vir a ser reformada pela Urbia Parques se for demonstrado e reconhecido um benefício para a prefeitura”.

A Urbia, procurada pela reportagem, informou que não participou da reunião com o TCM, mas está acompanhando as discussões sobre a reforma da marquise e aguardando orientações.

Caso a mudança seja confirmada, ela deverá ocorrer por meio de uma revisão no contrato de concessão. A gestão de Ricardo Nunes (MDB) informou que um termo de aditamento está em tramitação para prorrogar até 2025 o prazo para a empresa concluir suas obrigações contratuais, que incluem reformas em outros bens tombados do parque.

A restauração da marquise envolve a recuperação estrutural das faces inferior e superior da laje, bem como pilares, vigas, piso e sistema de drenagem. O projeto seguirá critérios estabelecidos pelos órgãos de tombamento (Iphan, Condephaat e Conpresp), uma vez que a estrutura faz parte do patrimônio histórico.

Projetada pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer (1907-2012), a marquise é uma cobertura de concreto armado suportada por 120 colunas. Com um formato geométrico irregular, ela conecta diversos equipamentos culturais do parque, como o MAM (Museu de Arte Moderna), a Oca e o Museu Afro Brasil.

No ano passado, a Justiça determinou que a prefeitura realizasse a reforma da estrutura em até três anos, citando um laudo técnico encomendado pelo próprio município em 2018 como justificativa. O juiz Fausto Ferreira argumentou que “os estudos demonstram a situação precária da marquise, bem como comprovam a inércia do poder público municipal, considerando o aumento da degradação e dos riscos decorrentes da não realização de reparos ao longo dos anos”.

Inaugurada com o parque em 1954, a marquise era um dos locais mais frequentados do Ibirapuera antes de ser fechada ao público. A prefeitura relatou que as últimas reformas ocorreram em 1987 e entre 2010 e 2012. No entanto, logo após a conclusão das obras mais recentes, os problemas voltaram a surgir. Em 2014, a queda de blocos da laje levou a interdições parciais na área para reparos de emergência.

Três anos depois, em 2017, parte da cobertura cedeu novamente enquanto skatistas se reuniam no local e, em 2019, infiltrações e outros problemas estruturais resultaram em novas interdições parciais. Na época, a SVMA identificou a necessidade de novos reparos, mas não tinha verbas para realizar as obras.

Restauração da Marquise no Ibirapuera em São Paulo

A marquise do Ibirapuera, projetada pelo icônico arquiteto Oscar Niemeyer, tem sido um ponto de destaque no parque desde a sua inauguração em 1954. No entanto, nos últimos anos, a estrutura enfrenta problemas de deterioração, levando à sua interdição por questões de segurança. Veja mais detalhes sobre a situação atual e as possíveis soluções em discussão.

1. Transferência de Responsabilidade
A Prefeitura de São Paulo está analisando a possibilidade de transferir a responsabilidade pela restauração da marquise do Ibirapuera para a Urbia, a concessionária que administra o parque. Saiba mais sobre os motivos por trás dessa decisão e como ela pode impactar o processo de reforma.

2. Custo e Licitação
O custo estimado para a obra é de R$ 70 milhões, e a prefeitura chegou a publicar uma licitação para contratar a reforma. Entretanto, o processo foi suspenso devido a questões levantadas pelo TCM. Descubra mais informações sobre o valor envolvido na restauração e os procedimentos legais que devem ser seguidos.

3. Projeto de Restauração
A restauração da marquise prevê a recuperação de diferentes elementos da estrutura, incluindo pilares, vigas, piso e sistema de drenagem. Conheça os detalhes do projeto e os critérios que devem ser seguidos para preservar o valor histórico da marquise.

4. Histórico de Intervenções
A marquise do Ibirapuera passou por reformas ao longo das décadas, mas os problemas estruturais persistem. Saiba mais sobre as intervenções anteriores, os motivos que levaram à interdição da estrutura e as medidas tomadas para garantir a segurança dos visitantes.

5. Impacto Cultural e Social
Além de sua importância arquitetônica, a marquise do Ibirapuera desempenha um papel significativo na vida cultural e social da cidade de São Paulo. Descubra como a restauração da estrutura pode beneficiar a comunidade local e os frequentadores do parque.

Perguntas Frequentes

1. Qual é o estado atual da marquise do Ibirapuera?
A marquise do Ibirapuera encontra-se interditada há quase quatro anos devido à deterioração estrutural que representa riscos aos visitantes. Pedaços da laje já desabaram em várias ocasiões, levando à necessidade de uma restauração abrangente.

2. Por que a responsabilidade pela restauração está sendo considerada pela Prefeitura de São Paulo?
A transferência da responsabilidade pela restauração da marquise para a concessionária Urbia está sendo discutida como uma forma de acelerar o processo de reforma, torná-lo mais seguro e centralizar a gestão das obras.

3. Qual é a importância histórica e cultural da marquise do Ibirapuera?
Projetada por Oscar Niemeyer, a marquise do Ibirapuera é uma obra arquitetônica emblemática que liga diversos pontos culturais do parque. Sua restauração não apenas garante a segurança dos visitantes, mas também preserva um patrimônio histórico e cultural de São Paulo.

4. Quais são os próximos passos para a realização da reforma da marquise?
A prefeitura deverá providenciar a documentação solicitada pelo TCM para dar continuidade às ações relacionadas à marquise. O envolvimento da concessionária Urbia e a revisão do contrato de concessão são medidas que estão sendo consideradas para viabilizar a restauração.

5. Como a interdição da marquise afeta o uso do espaço público no Ibirapuera?
A interdição da marquise do Ibirapuera impacta o acesso dos visitantes a uma área importante do parque, que antes era amplamente utilizada. A restauração da estrutura é essencial para garantir a segurança dos frequentadores e o retorno da plena utilização desse espaço cultural e recreativo.

Essas perguntas frequentes fornecem informações adicionais sobre a situação atual da marquise do Ibirapuera e os desafios envolvidos na sua restauração. Para acompanhar as últimas atualizações sobre o tema, fique atento às próximas notícias e anúncios das autoridades responsáveis.





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